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Colaboradoras do Judiciário contam com escuta especializada

Colaboradoras do Judiciário contam com escuta especializadaA Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar, em parceria com a Direção de Gestão de Pessoas , oferece um serviço de escuta especializada às colaboradoras do Poder Judiciário que estejam enfrentando situações de conflitos familiares. Acostumadas a tratar com o público externo sobre os mais variados conflitos, as mulheres que atuam no Poder Judiciário gaúcho agora têm a oportunidade de também identificar relações abusivas que possam estar vivendo e buscar ajuda.A proposta partiu da Juíza Andréa Rezende Russo, designada para o 2º Juizado da Violência Doméstica de Porto Alegre. "A ideia me ocorreu a partir de uma reportagem que li sobre esse tipo de atendimento em uma empresa privada. A notícia não esclareceu como é feito esse atendimento, mas na hora pensei: fazemos tantos projetos e campanhas envolvendo a violência doméstica, mas nada temos focando no nosso público interno. Então, lancei a ideia na Coordenadoria de Violência Doméstica e foi muito bem recebida pelos colegas, que aprovaram a proposta", explica a magistrada.A aproximação com o público interno é um dos motes da campanha. A Juíza-Corregedora Gioconda Fianco Pitt, titular da Coordenadoria, destaca que a pandemia de Coronavírus vem implicando em mudanças nas relações familiares, em especial, pelo distanciamento social. "A jornada de trabalho passou a ser exercida em casa, junto com outros familiares, afazeres domésticos e organização das atividades de filhos e parentes. Tal sobrecarga implica em novos desafios e esse projeto procura oferecer uma ajuda com escuta especializada e qualificada para atender os anseios", afirma.O projeto prevê o constante diálogo entre os profissionais da DIGEP que farão o atendimento e a equipe multidisciplinar da Coordenadoria. Conforme a situação apresentada, será avaliada a necessidade de ser mantido um acompanhamento psicológico, orientação para encaminhamento para a rede de apoio especializada e até mesmo serão prestadas informações acerca dos encaminhamentos jurídicos e policiais, caso necessários."Um dos fatores que norteou a criação deste projeto foi que na maioria das vezes as mulheres não se dão conta da situação apresentada ou até mesmo sofrem em silêncio e não sabem como reagir. Assim, a ajuda e orientação a serem oferecidos nesse projeto são primordiais para o bem-estar emocional e mental do nosso público interno", ressalta a Juíza Gioconda Pitt.A Chefe do Serviço de Gestão de Carreiras serviço da Ambiência Organizacional da DIGEP, Psicóloga Miriam Vucetic, explica que a escuta, de caráter sigiloso, será feita por quatro profissionais especializadas em Psicologia. O primeiro contato é feito pelo e-mail do projeto, através do qual é possível agendar o atendimento - que poderá ocorrer por e-mail, telefone, chamada de áudio ou vídeo. Na sequência, uma das Psicólogas da equipe manterá contato, nos termos solicitados.Miriam esclarece sobre os efeitos do isolamento social em pessoas que estão passando por conflitos familiares nesse período. "Na medida em que as 'válvulas de escape', como o próprio trabalho presencial, escola, dentre outras opções externas ao lar, estão preponderantemente raras ou ausentes, desde conflitos de simples rotina, como geracionais, de distribuição de tarefas, de falta de espaço/privacidade, financeiros, até disfunções comportamentais correm o risco de se intensificar e de se ter poucos recursos para lidar com elas, uma vez que nossas referências, na maior parte dos depoimentos, não estavam preparadas para a situação posta, nem para o seu elastecimento."Por isso, ressalta, buscar estratégias para lidar melhor com as situações de convivência familiar amortece os impactos, reduzindo os prejuízos, até mesmo o adoecimento psíquico. A Psicóloga Ivete Machado Vargas, do 1° Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital, também atuará no projeto, caso haja indicação por parte da equipe da DIGEP para participação da mulher assistida no projeto Borboleta. Ivete conta que as psicólogas estão fazendo capacitação para avaliação de riscos, visando a conferir o melhor encaminhamento às situações que possam envolver risco de violência doméstica e familiar. "O treinamento envolve o acolhimento e empoderamento da mulher que, muitas vezes, está presa no ciclo de violência e não se percebe uma relação de risco", afirma. "É comum colegas de trabalho ficarem espantados quando vem a notícia de que uma colega sofreu violência grave. Mas é mais comum as pessoas evitarem falar no assunto. Este é um canal importante que visa a romper a naturalização da violência, quebrando com seu mecanismo mais eficiente de perpetuação: o silêncio."EXPEDIENTETexto: Janine SouzaAssessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arendimprensa@tjrs.jus.br Publicação em Fri Jul 10 15:12:00 BRT 2020 Esta notícia foi acessada: 13 vezes.
10/07/2020 (00:00)
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